A Prefeitura de Luiziana, por meio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) em parceria com o CRAS, com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Secretaria de Assistência Social e Conselho Tutelar estão promovendo atividades desde o inicio da semana, para chamar a atenção da sociedade para o problema da violência contra crianças e adolescentes, especialmente o abuso e a exploração sexual.
O ponto alto da programação aconteceu na manhã dessa quarta-feira (18), com uma passeata que teve início as 08h30min no Calçadão Romão Martins. Participaram da passeata que reuniu aproximadamente 200 pessoas, órgão públicos, estudantes da rede municipal e estadual de ensino, grupo de idosos, Conselho Tutelar e integrantes do Projeto Luz.
Além de faixas e cartazes, cada participante da passeata recebeu uma flor amarela. A flor é o símbolo da Campanha a cor amarela representa a lembrança dos desenhos da 1ª infância, além de associar a fragilidade de uma flor com a de uma criança. Alunos da rede Municipal de Ensino também usaram fita na boca para mostrar que muitas crianças vítimas de abuso têm medo de denunciar.
O Dia 18 de Maio tem como objetivo sensibilizar e ressaltar as inúmeras violações de direitos que crianças e adolescentes sofrem em cada município e chamar a família, a comunidade, a escola, sociedade civil, Instituições de atendimento, igrejas e meios de comunicação para assumir compromisso no enfrentamento da violência sexual, promovendo e se responsabilizando para com o desenvolvimento da sexualidade de meninas e meninos de forma digna, saudável e protegida.
A Coordenadora do CREAS “Novo Amanhã”, Valéria Tolomeotti falou da importância da prevenção: “a idéia, é sempre investir na prevenção, porque cuidar desses traumas é sempre muito mais difícil. Se tivermos uma sociedade consciente, que realmente protege as nossas crianças e os nossos adolescentes, esse tipo de criminoso não vai dormir tranquilo; vai pensar duas vezes antes de mexer com essa parcela, que é a mais sensível da nossa população”, acrescentou.
A HISTÓRIA:
A data foi escolhida porque em 18 de maio de 1973, na cidade de Vitória (ES), um crime bárbaro chocou todo o País e ficou conhecido como o caso Araceli. Este era o nome de uma menina de apenas 08 anos de idade que teve todos os seus direitos humanos violados: foi raptada, estuprada e morta por jovens de classe média alta daquela cidade. O crime, apesar de sua natureza hedionda, até hoje está impune.



